sexta-feira, 5 de julho de 2013

Mamonas Assassinas: Música inédita - Ricardo, o Gaúcho



Após 17 anos de suas mortes, os Mamonas Assassinas ainda influenciam o cenário musical. O produtor Rick Bonadio lançou recentemente uma faixa inédita do grupo, que estava guardada há oito anos pela irmã do tecladista Júlio Rasec, Ana Paula.

Mamonas Assassinas: Música inédita - Ricardo, o Gaúcho
Mamonas Assassinas
Intitulada “Ricardo, o Gaúcho”, a música foi gravada pelo cantor Falcão e pelo baixista Vitor Bellote, da banda gaúcha Contra As Nuvens. Gee Rocha e Daniel Weksler, ambos da banda Nx Zero, também participam.
Veja a música inédita do Mamonas Assassinas - Ricardo, o Gaúcho:



O filme sobre a vida dos Mamonas Assassinas está sendo preparado pela Fox e o diretor Cláudio Kahns, do documentário Mamonas para Sempre. A cinebiografia deve ser lançada em 2014.

Letra - Ricardo, o Gaúcho

Como todo bom gaúcho
Eu levanto de manhã
Dou um soco na minha mãe
Uma rasteira na irmã

Tomo chimarrão fervendo
Porque nunca sinto dor
Dei um chute num cachorro
Porque não o gostei da cor

Com meu berro eu estremeço
Desde a terra até o sol
Cai a noite e eu vou pra casa
Pra vestir meu baby-doll

Ai garçon me sirva um veneno agora
De que me vale essa vida se meu homem foi embora

Ai garçon me sirva um veneno agora
De que me vale essa vida se meu homem foi embora

Como todo nordestino
Eu sou mesmo cabra macho
Sou parente do jumento
Da cintura para baixo

Mato onça com a mão
Já nasci com aquilo roxo
Comparado a minha pessoa
Lampião era um frouxo

Sou perverso como a gota
Desgraça pouca eu nem ligo
Passo cerol no fiofó
Só pra ferir meus amigos

Ai garçon me sirva um veneno agora
De que me vale essa vida se meu homem foi embora

Ai garçon me sirva um veneno agora
De que me vale essa vida se meu homem foi embora

Já nasci com 20 anos
Com meu peito cabeludo
Mato qualquer um que rir
Dos meus discos do Menudo

Minha bombacha é cor-de-rosa
A botina, sempre suja
Meu bafo é de framboesa
Meu esmalte não enferruja

Sou um cabra muito macho
Lhe derrubo só com um berro
Daí a noite eu solto a franga
Porque ninguém de ferro

Ai garçon me sirva um veneno agora
De que me vale essa vida se meu homem foi embora

Ai garçon me sirva um veneno agora
De que me vale essa vida se meu homem foi embora

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