quarta-feira, 20 de junho de 2012

Como evitar efeito sanfona



Dietas drásticas provocam o efeito sanfona

Veja algumas dicas para driblar o efeito sanfona e mantenha o peso (magro!) de uma vez por todas
Como evitar efeito sanfona
O efeito sanfona, aquele "engorda-emagrece-engorda", tem como causa principal a alimentação desregulada. “Infelizmente, as pessoas buscam emagrecer rapidamente e deixam de consumir alimentos essenciais ao metabolismo”, explica Luciana Harfenist (RJ), nutricionista funcional e diretora da Clínica de Nutrição Multidisciplinar Luciana Harfenist (RJ).

Yole Brasil Luz (RS), nutricionista da Associação Brasileira de Nutrição (ASBRAN), concorda e completa as causas do efeito sanfona: “A redução drástica na alimentação provoca redução do nível de leptina no sangue (hormônio encarregado de produzir saciedade no cérebro) e aumento nas concentrações de grelina (hormônio produzido no estômago com função de estimular o apetite), levando o paciente a recuperar rapidamente o peso perdido e entrar no efeito sanfona”.

Segundo Luciana, o emagrecimento rápido leva à perda da massa magra e diminuição do metabolismo basal (energia necessária para o organismo funcionar em repouso). “Por isso, ao encerrar a dieta, o peso volta rapidamente”, esclarece Luciana.

De acordo com Yole, qualquer pessoa pode desenvolver o problema e adverte: “Estudos recentes revelam maior incidência em mulheres, mas nada muito significativo. O que torna a pessoa vulnerável ao efeito sanfona é estar sem acompanhamento psicológico, nutricional e físico”.

Já Luciana afirma que as pessoas sedentárias, ou que ficam horas sem comer estão mais propensas a desenvolver o efeito sanfona. “A ingestão de carboidratos e fibras geram um aumento gradativo da glicemia e da insulina e, dessa forma, manteremos a saciedade por 3 a 4 horas”, explica.

Controle o metabolismo:

A primeira regra para quem sofre do efeito sanfona é controlar a alimentação. “Comer a cada três horas mantém o metabolismo ativo, ou seja, fazer de cinco a seis refeições ao dia. A alimentação deve ser rica em alimentos funcionais com baixo índice e carga glicêmica (açúcar). Uma dica para evitar o efeito sanfona é apostar nas folhas verdes e roxas” explica Luciana. O ideal é fazer um prato bem colorido.

Yole aponta que os exercícios também participam no controle do engorda-emagrece. “Não caia na ilusão das dietas fáceis e milagrosas. Procure a ajuda de um profissional habilitado”, complementa. Outra dica que a nutricionista dá é se preocupar com o pós-dieta: “Mantenha o acompanhamento médico até que o padrão alimentar esteja incorporado. Além dos exercícios também é importante não descuidar do psicológico que influencia muito no ganho de peso”, explica.

Hábitos e alimentos que ajudam a frear o efeito sanfona:

- Frutas (indicado comer cinco por dia).

- Castanhas, que é fonte importante de vitamina E, magnésio e ômega 3 (o ideal é ingerir um tipo todos os dias).

- Salada crua no almoço e jantar.

- Peixes e carnes magras.

- Mastigue por mais tempo os alimentos.

- Pães integrais com baixo índice glicêmico.

- Óleos essenciais que modulam a inflamação: azeite extravirgem, óleo de macadâmia, óleo de castanha-do-Pará.

- Água (de seis a oito copos diários).

- Evite excessos alimentares.

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